Qual é o oposto do AMOR? Talvez 99% das pessoas responderão que é o “ódio”. Em certo sentido, sim, mas em determinadas situações há algo que pode ser tão nefasto quanto o ódio: é a APATIA, a INDIFERENÇA.
A apatia e a indiferença são desordens da alma que levam as pessoas constantemente à fuga. Quem vive na apatia e na indiferença não consegue se envolver – nem coletivamente, nem individualmente...
A apatia impede a pessoa de agir eficazmente com respeito à sua própria vida, de mudar suas atitudes e de relacionar-se bem com o mundo. Para ela, ferir e magoar o outro são atitudes comuns de desespero – como se fosse um “S.O.S.” lançado para que a ajudem sair deste “buraco negro” que suga toda a alegria.
Vivemos o século do vazio interior. Nada tem importância, as pessoas não têm importância. Bate com a Bíblia quando Paulo diz que nos últimos dias os homens seriam “desafeiçoados” (2Tm 3.3), ou seja, sem afeição, despojados de sensibilidade...
Talvez a falta de envolvimento seja o maior problema que boa parte de cristãos sinceros apresenta. Sabe por quê? Envolver-se dá trabalho, compromete a gente, exige que abandonemos nossa posição para se colocar na posição do outro.
O antídoto à apatia e indiferença está no Amor. É a única força capaz de quebrar este círculo de isolamento. João diz que “o perfeito amor lança fora o medo”.... Medo que paralisa, medo que impede a ação, medo que não decide.
Amamos os outros na medida em que nos amamos. No amor, e somente no amor eu posso ir em direção ao mundo, eu posso afetar aos outros, e permito-me a ser afetado. Só no amor eu posso relacionar-me de forma rica e prazerosa.
Quem ama se importa.
Quem ama acolhe.
Quem ama envolve-se e deixa-se envolver.
Quem ama se alegra com o sucesso e vitória dos outros.
Quem ama sente-se responsável pela vida: a sua própria e a do outro.
Amar é estar aberto às alegrias, ganhos, conquistas, mas também significa ser susceptível às decepções, traição, reprovação.... Sim, quem ama deve estar aberto às coisas tristes – pois somente assim poderá experimentar a verdadeira alegria.
Quem vive na defensiva, e tenta se preservar para evitar decepções jamais saberá o que é alegria verdadeira. Quem se fecha para o estranho, para o desprovido de virtudes, para o que está em erro tampouco poderá amar de verdade os “bons” e os “belos”, pois no fundo todos nós trazemos os aspectos feios do pecado que maculam a imagem divina em nós. Mais cedo ou mais tarde estes aspectos se mostrarão.
Jesus te convida a sair de sua casca, baixe suas defesas, derrube os muros de separação que você construiu. Lembre-se: você é cidadão do Reino... há muito por fazer.
Envolva-se! É saudável, faz bem para o outro, faz bem para você, e Deus se agrada!
Pr. Daniel

