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Companheirismo e Fé | Imprimir |  E-mail
06 de junho de 2010

“Porque assim diz o senhor Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite de tua botija não faltará ....” I Reis 17.14

Israel vinha caindo desde o reinado de Jeroboão e com o reinado de Acabe não foi diferente, a Bíblia nos relata que ele fez “... o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele” I Reis 16.30. Diante desta realidade de pecado, Deus levanta o profeta Elias para ser seu mensageiro e alertar a nação que tinha se afastado do Senhor.

Elias era natural de Gileade, seu nome significava “Javé é Deus” um nome muito simbólico para uma época onde o culto a baal (um deus cananita) ameaçava extinguir o culto a Javé em Israel. E exatamente por isso, este foi um período marcado por muitos problemas (idolatria, perseguição aos profetas de Deus, corrupção e miséria dentre outros).

O profeta Elias olhando com tristeza para tudo o que estava acontecendo, profetiza: “Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face eu estou, nem orvalho, nem chuva haverá nestes anos segundo a minha palavra.” Profecia esta, que dá início a um período de seca (de aproximadamente três anos).

Sarepta era uma cidade na Costa do Mediterrâneo que também havia sido atingida pela fome ocasionada pela escassez de chuva.

Deus envia o profeta Elias para esta cidade e a partir daí, dá-se início a uma bela história de companheirismo e fé que nos ensina a servir a Deus e nosso próximo com nossos dons. A primeira lição que o texto nos ensina é que quando tudo parecer deserto, sem esperança, é preciso continuar a seguir as orientações de Deus e Ele disse: “Dispõe-te e vai para Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde eu ordenei a uma viúva que te sustente.” I Reis 17.9. A segunda lição que podemos aprender, é que Deus escolhe seus vasos e os usa para qualquer situação até as improváveis como esta. Aqui a viúva pobre sem nenhum recurso material, foi à pessoa que Deus escolheu para abençoar o profeta Elias, é Deus nos ensinando que não importa a situação que estamos experimentando (perseguição como o profeta ou falta de recursos como a viúva) quando nos dispomos para servir ao Senhor, Ele nos concede a Sua graça e no tempo oportuno, nos exalta porque “Agrada-se o senhor dos que o temem, e dos que esperam na sua misericórdia.” Sl 147.11

Encontrando a viúva, Elias lhe pediu água e um bocado de pão, mas ela respondeu que só tinha o suficiente para ela e seu filho. A terceira lição é não murmurar pelo que você não tem, mas agradecer pelo que Deus já lhe concedeu. Aquela mulher e seu filho tinham ainda uma refeição, contudo ela se preocupou a ponto de pensar em morrer, mas o nosso pai nos ensina a confiar, a não olharmos somente para as circunstâncias desta vida “portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou:

Com que nos vestiremos? ... pois o vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas.” MT 6.31-32  A quarta lição é que precisamos viver na dependência do Senhor, pois em todo tempo seremos confrontados com nossas limitações, e nestas horas seremos tentados por pensamentos que não sustentam nossa fé, a reagir como a mulher do texto, que temia a Deus , mas já estava esquecendo do Seu poder de agir, de intervir em sua história. Por isso, o profeta Elias disse: “Não temas... porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da tua panela não acabará, e o azeite não faltará... assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias... segundo a palavra do Senhor...” I Reis 17. 13-17

Por fim, a lição mais bela deste texto em minha opinião, é que Deus usou esta história para nos ensinar que ninguém é pobre demais que não possa ajudar e ninguém é especial demais que não precise ser ajudado. Tanto a mulher, como Elias, foram instrumentos de Deus para se abençoarem mutuamente.

Amados/as irmãos/ãs que Deus continue a nos ensinar a “Servir uns aos outros cada um conforme o dom que recebeu como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”

 

I Pedro 4. 10

Confie no senhor porque Ele é Fiel!
Um abraço fraterno,
Pra. Patrícia.

 
Renunciar, tomar a cruz e seguir... | Imprimir |  E-mail
01 de junho de 2010
(...) Verdadeiramente vos digo: alguns há dos que aqui se encontram que, de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam o reúno de Deus. (Lucas 9.23-27)
 
Missionário da JOCUM que lutam pela vida junto a tribos indígenas: Edson e Márcia Suzuki (metodistas)
Os rumores e denúncias contra nós começaram a partir do momento que decidimos apoiar as famílias indígenas que não concordam com a prática do infanticídio e pedem ajuda para criar seus filhos num lugar seguro (...) Sabemos que quando nos colocamos ao lado dos pequeninos e vulneráveis, e abrimos a boca a favor daqueles que não têm voz, acabamos por desafiar as estruturas de poder. Mas confiamos naquele que nos chamou(...). (http://veredasmissionarias.blogspot.com.)
 
Jesus  estava na galiléia. Um lugar marcado pela violência, discriminação, e caracterizada também, por ser uma região de população pobre, marginal e pecadora. Mas é exatamente neste lugar que Jesus dedica ao anúncio da palavra e ação libertadora do povo oprimido (Is. 61).

O povo reconhece Jesus como o Messias prometido e pouco a pouco seus discipulos vão percebendo o seu ministério. Jesus se apresenta de forma diferente do previsto (Is. 53). Jesus desafia os seus discipulos a seguí-lo, e isso acarreta em esforços.
Jesus convida os seus chamados a renunciar. Eles deveriam abandonar seus próprios interesses, afazeres, e se dedicarem ao Seu ministério de libertação e salvação da humanidade (v. 24).

Jesus desafia os discípulos a tomar a cruz, que tem por definição, enfrentar as perseguições em prol da vida(v. 25). e o evangelho, como foi com os discipulos de Jesus (os apóstolos), narrado no livro de Atos dos apóstolos e até os dias de hoje. (At. 4. 1-3; 5.17-18)
E por fim, Jesus desafia os discípulos a segui-Lo, continuando o Seu ministério em palavras e ações após a sua morte e ressurreição, afim de que todos sejam salvos. (v.26-27)

No texto bíblico, perecebemos a disposição de muitos dos discipulos em entregar sua pópria vida pelo ministério, proclamação da salvação e libertação em Jesus. De forma que sua mensagem alcancesse as nossas vidas.

Entretanto, neste trajeto até nós, muitos perderam as suas vidas por amor ao evangelho de Jesus. Ainda hoje, assim com Edson e Márcia, muitos missionários são perseguidos, torturados e assasinados por pregar a palavra de Deus, que liberta e traz a vida!

Neste mês de aniversário da Igreja Metodista em Santo André, fomos convidados através de diversas mensagens a nos encher do Espirito de Deus, assim como aconteceu na igreja em Atos 2, hoje somos convidados a  anunciar a palavra de Deus (At. 4.31), para nossa família, amigos, no trabalho, na faculdade, ou onde Deus tem nos colocado a pregar.

És discipulo de Cristo? Negue os seus próprios interesses, enfrente dificuldades e siga-O, anunciando a Tua palavra de libertação e salvação. Que Deus nos abençoe nesta tarefa de dedicarmos nossas vidas, nosso tempo á serviço de Cristo.
 
Um grande abraço de sua amiga e pastora,
 
Pra. Fabiana de Oliveira
Fabiana.o.ferreira@gmail.com
 
 
Ungiu-me e enviou-me | Imprimir |  E-mail
14 de maio de 2010

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor” Isaias 61. 1-2a (1-11) 


“A experiência do Coração Aquecido que inflamou ardorosamente o coração de Wesley, marcou o fim da frieza emocional e o início de uma espiritualidade onde havia crescente satisfação da fé que age pelo amor.  Deu o ardor espiritual e missionário necessário a ponto de inflamar e apaixonar Wesley para a tarefa evangelística. Ele disse: ‘Nada a fazer senão salvar almas... Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo’." (http//1re.metodista.org.br/conteudo) 


O profeta Isaias apresenta-se neste texto como porta voz de Deus. Enviado para anunciar uma mensagem de libertação, para um povo oprimido (v.3), que receberá a alegria e firmará com eles uma aliança eterna. Esta Nação muito se alegra com as promessas de Deus. (v. 10-11).  

 

Ungir
Como também vimos neste texto de Isaias, o mensageiro das boas novas começa testificando que o Espírito do Senhor está sobre ele e assim o ungiu. (Ungir pessoas com óleo fazia parte do ritual para consagrar os que iriam ocupar cargos importantes, ex: reis, príncipes, governantes...). Neste caso, Isaias usa a unção como expressão metafórica para acentuar a importância da missão que o Senhor lhe confiou.  


 

Pregar
A pregação das boas novas e libertação do oprimido anunciada por Isaias eram referentes ao ano sabático (ano do jubileu) no qual eram perdoadas todas as dívidas e a liberdade devolvida aos escravos. Alguns estudiosos afirmam que quando Jesus utilizou este mesmo texto em Lucas 4.18-19, Ele usava-o para definir o sentido da Sua missão (v. 1-2) – pregar as boas novas.

 

Anunciar (apregoar)
O ano aceitável do Senhor refere-se ao ano da graça do Senhor que viria sobre o povo. Sião estava triste, presa e oprimida. A anunciação do ano da graça do Senhor traz alegria e renovo aos corações, despertando neles, o ardor missionário (v. 4-11). Assim como Sião, necessitamos despertar em nós o ardor missionário!

Quando John Wesley teve a experiência de seu coração aquecido pelo Espírito, em 24 de maio de 1838, seu maior desejo era alcançar o mundo pregando a palavra de Deus. Pois quando estamos cheios do espírito de Deus somos também impulsionados a missão.  

Em 70 anos de existência e história, a Igreja Metodista Central em Santo André, revela sua missão através de seus frutos: São Mateus, Jardim Santo André... e outros que ainda estão florescendo: Vila Pires e Ribeirão Pires. Rogamos a Deus que continue a nos ungir com Teu Espírito para a continuação da Sua missão nesta Igreja e através desta Igreja. Gerando em nós, dia após dia, a paixão missionária!

Sua amiga e pastora,

Fabiana de Oliveira Ferreira
Fabiana.o.ferreira@gmail.com

 
“Leva este menino, e cria-mo...” Êx 2.9 | Imprimir |  E-mail
09 de maio de 2010

Esta é uma história sobre mulheres de fé, que fizeram parte de um ousado e extraordinário plano de Deus para libertar o seu povo. A palavra afirma que o nosso Deus nunca se esquece de uma promessa porque Ele é fiel; “... porque não é homem, para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Por ventura, tendo Ele prometido não o fará? Ou tendo falado, não o cumprirá?” Nm 23.19

E o Senhor fez uma promessa ao seu servo Abraão: “Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência”. E foi exatamente isso que aconteceu!

Anos mais tarde, quando os israelitas estavam cativos no Egito e quando tudo parecia perdido, Deus se lembrou de sua promessa conforme Gn 15.13-14. E relata o texto em Ex 1.7, que o povo de Deus cresceu tanto em número, como em força, a ponto de faraó ordenar que as parteiras hebréias matassem os nascidos do sexo masculino. E é justamente nesta passagem, que surge uma contundente história de resistência e luta pela vida, de mulheres tão diferentes, com contextos familiares e econômicos distintos, mas que não as impediu de cumprir a missão que Deus as havia confiado, de salvar dentre aqueles meninos, o futuro libertador de Israel.

Cada circunstância em nossas vidas, principalmente as difíceis, põe  à prova, nossa fidelidade com Deus. E nesses momentos, precisamos responder com nossa fé, como fizeram as parteiras que “... temeram a Deus...” Êx 1.17 e aguardaram no Senhor e, “porque as parteiras temeram a Deus, Ele lhes constitui família.” Êx 1.21. E esta é a primeira lição de fé que podemos extrair deste texto: - Temor a Deus. E temer significa reconhecer o poder e o lugar de Deus em nossas vidas, é reconhecer quem nós somos e quem é Deus. E é esta certeza de quem é Deus e do seu poder, que levou estas mulheres a um ato de coragem, pois arriscaram a própria vida quando decidiram desobedecer ao faraó. Foi o amor a Deus que as levou a avaliarem que vale a pena estar com Deus!

O temor do Senhor gera em nós atitudes assertivas. Mulher que teme a Deus é reconhecida em seu caminhar diário. E como não falar de Joquebede, a mãe biológica, que soube proteger seu filho, apesar do pouco tempo de convívio que teve com ele (três anos apenas) aproveitou para ensinar a seu filho as grandes verdades de nosso Deus. Ela teve aproximadamente mil dias para realizar essa tarefa. Quantos dias nós teremos? O resultado de sua dedicação pode ser evidenciado mais tarde na vida de seu filho Moisés, por isso, a palavra nos alerta: “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” PV 22.6, e aos quarenta anos “... pela fé ele abandonou o Egito, nem ficou amedrontado, pela cólera do rei; antes permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” Hb 11.27. A segunda lição de fé que podemos aprender com esta mulher é – Ensinar aos filhos/as a Palavra de Deus, pois ela é o manual de orientação“Toda escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para a educação na justiça” 2 Tm 3.16. Miriã foi outro exemplo de temor a Deus, uma mulher de fé.

Quando ela ainda era uma adolescente foi lhe dada à seguinte missão: - observar o que haveria de suceder a seu irmãozinho quando sua mãe o coloca em um cesto no rio. E assim ela o fez e, mesmo estando diante da princesa egípcia, não temeu e levou a diante sua missão, falando as palavras certas no momento certo. Certamente tanta coragem, determinação e sabedoria no Senhor, são frutos dos ensinamentos de sua mãe. Valores como estes não se aprende sozinho, mas por meio de uma família que conhece e educa os seus filhos nos moldes da Palavra de Deus, tornando-os um exemplo e um modelo a ser seguido pela sociedade. Desta passagem retiramos uma terceira lição de fé – A sabedoria, conforme afirma Provérbios 24.3: “Com sabedoria edifica-se a casa e com a inteligência ela se firma.”

Por fim, para citar mais um exemplo da ação de Deus através da vida de mães, famílias e principalmente, neste caso, de mulheres de fé, ainda que pouco se saiba sobre a filha de faraó, é perceptível que ela foi uma mulher especial e por isso, foi usada por Deus, no despertar de um sentimento maternal por uma criança que não era sua descendência, contrariando as ordens de seu pai, tomando para si uma criança condenada à morte. Ela assumiu este risco e não se deixou contaminar pela maldade do faraó. Ela deixou sua marca na história do povo de Deus quando se comoveu pelo choro do menino, tendo compaixão dele, adotando-o como seu filho. Deus permitiu que aquela mulher cuidasse do seu servo, talvez porque tenho encontrado nela atributos ou qualidades que lhe permitiam fazer parte de seu projeto de libertação. Assim, a quarta lição de fé que extraímos desta passagem é a compaixão, sentimento tão comum na figura materna, mas que faz toda a diferença na vida daquele que a recebe

Deste modo, neste dia em que comemoramos o dia das mães, o meu desejo e voto como pastora, mãe e mulher é que todas nós sejamos tomadas por Deus em temor, sabedoria e compaixão, a semelhança destas mulheres da narrativa bíblica, pois assim, todas nós, mães e mulheres de fé, faremos parte do projeto de Deus para a salvação de nossos filhos/as biológicos, filhos/as do coração, filhos/as espirituais, irmãos, amigos e mesmo daqueles que não conhecemos mais que observam o nosso proceder.

 

Feliz dia das mães!!! Um abraço fraterno de sua amiga e pastora.
Patrícia Cristina S. S. Alves
    

 
“A BOA OVELHA” | Imprimir |  E-mail
14 de abril de 2010
Mas o Senhor lhe disse: vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel;”

Atos 9.10-19

 

Na semana passada comemoramos o dia do pastor (a) metodista e a mensagem do boletim trouxe uma importante reflexão: o grande desafio que todo (a) pastor (a) tem diante do seu chamado de tornar-se “o bom pastor (a)”, conforme o modelo de Jesus.

Hoje iremos refletir sobre a boa ovelha, porque todos nós somos ovelhas, Bispos, Superintendente Distrital, Presbíteros (as), Pastores (as), seminaristas, leigos (as), diante de Deus somos todos ovelhas do seu rebanho.

Ananias cujo nome significa, “Yahweh tratou graciosamente”, foi um exemplo de uma boa ovelha. Diz o texto que ele era um discípulo, v10 “... piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam”, atos 22.12 e relata o texto, que o Senhor apareceu em uma visão e lhe chamou: Ananias? E este lhe respondeu: “Eis-me aqui, Senhor”

A primeira característica de uma boa ovelha é reconhecer a voz do seu pastor.

Em Samuel 3.10 vemos um exemplo semelhante na chamada do profeta Samuel, quando o Senhor o chamou ele respondeu: “... Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”. Mas para distinguirmos a voz do Senhor dentre outras vozes como as ovelhas o fazem, é necessário termos intimidade, comunhão com Deus, o salmo 25.14 diz que “a intimidade do Senhor é para os que o temem, os quais ele dará a conhecer sua aliança.”. E isto é uma grande verdade, pois Samuel pode experimentar esta palavra em sua vida e em I Sm 3.19 “... e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.”.

A segunda característica de uma boa ovelha é obedecer. Deus havia pedido ao seu servo para realizar uma tarefa evangelística. Mas Ananias sabia quem era Saulo “...tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém.”. Saulo era um perseguidor dos cristãos. Naquele momento, Ananias tentou mostrar para Deus quem era aquele homem, como se Deus já não o conhecesse. Era difícil fazer o bem para quem havia feito tanto mal; era difícil ver além das circunstâncias, ter certeza de que aquele homem merecia algum cuidado, contudo, a boa ovelha é aquela que confia em seu pastor, nas palavras do salmista: é aquela que pode afirmar: “ainda que ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo...” (Sl 23) e “então, Ananias foi...”.

A terceira características da boa ovelha é seguir.

Aquele/a que segue a Cristo, não anda em trevas, a ovelha de Cristo não anda por onde quer andar, não anda por qualquer caminho, mas segue as pegadas do seu pastor, pois “Ele as guia pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” (Sl 23.3) e foi exatamente isso, que Ananias, como uma boa ovelha, procurou praticar durante sua vida como cristão.

Muitas vezes, não temos ouvido a voz do nosso pastor, não temos obedecido a sua ordem, a sua vontade, não temos seguido o seu exemplo e, por isso, precisamos pensar: Que tipo de ovelha temos sido? Jesus não diferenciou ovelhas (feminino), de cordeiro (masculino) para nós, porque as ovelhas são mais dóceis que os cordeiros. Ele designou-se cordeiro, porque como tal, foi obediente até a morte de cruz.

Por fim, a boa ovelha é aquela que produz resultados.

As ovelhas oferecem lã, leite, dentre outros produtos. O que você tem oferecido de melhor para o Senhor? Ananias ofereceu sua vida, dedicando-se a igreja de Damasco, cujo testemunho foi um exemplo não só para a comunidade local, mas para todos os judeus que moravam nesta cidade.


Desejamos sempre ter o bom pastor, mas Deus também deseja que nós sejamos boas ovelhas. Que Deus abençoe e nos ajude alcançarmos este alvo!


De sua amiga e pastora Patrícia.       

 
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