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Fé, Pão e Salvação | Imprimir |  E-mail
18 de novembro de 2009
“...  O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” Rute 1.16

 

Esta literatura é da época pós-exilíca, no período da dominação persa. O livro de Rute é considerado uma composição literária de romance e nos consta uma história de fé, Pão e Salvação através de três mulheres (Noemi, Órfã, Rute). O texto se inicia dizendo: ”que nos dias  que julgavam os juízes, houve fome na terra e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moab, com sua mulher e seus filhos.” Rt 1.1

O que podemos aprender com este texto? Logo de início algumas questões nos chamam a atenção.

1) A primeira delas se refere ao significado da cidade de Belém (Beth) significa casa e (Lehrem) pão, ou seja, faltava pão na casa do pão, a padaria de Deus não estava fornecendo pão.

2) A segunda questão está diretamente ligada a primeira e nos orienta o porquê de não haver pão, “naqueles dias não havia rei em Israel: cada um fazia o que julgava reto” Jz 21.25.

3) A terceira consideração é que diante da difícil situação, Elimeleque cujo nome significa uma declaração de fé ”Meu Deus é Rei” decide sair de sua terra natal e parte para Moab, 35 km de Belém; nesta terra cujo histórico é bastante delicado, pois em Gn 19.37 da conta de explicar a origem desta cidade. Moab era filho de Ló, com uma de suas filhas.

“Tão perto de Belém geograficamente, mas ao mesmo tempo tão longe espiritualmente”. Escolhas erradas trazem muitas conseqüências, mais o melhor é que Deus está sempre disposto a mudar a nossa história. Amém?

Sem explicação Elimeleque morre, seus filhos se casam com mulheres estrangeiras, e depois de 10 anos, eles Também morrem e não deixam descendentes. Se antes o problema era a fome, agora era fome, morte, separação e solidão. Em nossas vidas também é assim, cheia de desafios como a desta família, contudo, um movimento de resistência surge, através de outra declaração de fé, que muda não somente a história destas mulheres como, as coloca na árvore genealógica de Jesus segundo Mt 1.5.

Espiritualmente, Belém é símbolo da casa do pai, pois foi lá, que ele manifestou a sua graça ao oferecer seu amado filho Jesus para redimir toda a humanidade do julgo do pecado, da morte, nos resgatando das trevas para sua maravilhosa Luz, portanto, fora desta casa, da Belém espiritual, não há como viver!

Rute não conhecia este Deus, Rute sabia dos motivos que levaram o seu sogro e família a saírem de Belém, mas mesmo assim, ela dá um passo de fé e declara: “Teu povo é o meu povo”, ou seja, ela aceitou viver uma nova vida através de novos costumes, doutrinas e leis. E disse mais: “O Teu Deus é o Meu Deus”. Ela creu no Deus que é o próprio Pão, no Deus que alimenta e farta a alma enfraquecida, a despeito das circunstancias em que ela se encontrava.

Estamos vivendo o tempo Kairós, o tempo da oportunidade em que a Belém espiritual vem até nós. No evangelho de João 6.47, Jesus disse: “Em verdade vos digo: “Quem crê, tem a vida eterna” e no verso 50 Ele declara: “ Este é o pão que desce do céu para o que todo o que Dele comer não pereça”. Rute nos deixa muitas mensagens:  

 

1)     Quem saiu da Belém espiritual (casa do Pai)  tem que voltar.

2)     Quem não o conhece, precisa conhecer, porque não há Deus como nosso Deus.

3)     Quem tem fé, tem pão (Jesus), tem salvação , tem vida eterna.

4)     Quem está na casa do Pão, ainda que não veja, o receberá.

 

Conforme João 6.57 “Assim como o Pai que vive, Me enviou, e igualmente eu vivo pelo pai; também quem de mim se alimenta por mim viverá”.

Que neste tempo não falte em nossa vida fé, Pão e salvação. Que Deus nos abençoe!

 

Um abraço fraterno,

 

Pra. Patrícia

 
Dia do Aposentado | Imprimir |  E-mail
04 de novembro de 2009

Uma reflexão sobre o dia do aposentado:

Hoje, segundo domingo de Novembro é o dia do aposentado e na agenda metodista celebramos o dia do pastor/a aposentado/a. Um dia importante de valorização das pessoas que durante muitos anos de suas vidas trabalharam para seu sustento pessoal, familiar e na construção da sociedade.

Aposentar-se é uma oportunidade para dedicar-se à família, aos amigos, a igreja, a realização de cursos, viagens entre outras boas possibilidades. Infelizmente, face às muitas injustiças e falta de informação, nem todos que se aposentam conseguem aproveitar estas oportunidades e continuam na ativa, trabalhando a fim de conseguir uma melhor renda para continuar a “viver com dignidade”.

Porém, todos nós em algum momento da vida entraremos na aposentadoria, seja por idade, seja por tempo de serviço ou outros motivos, por isso, é muito importante estar preparado para viver esta etapa da vida. O “pregador” autor de Eclesiastes 2:11 ao refletir sobre a vida dedicada ao trabalho se sentiu como alguém que correu atrás do vento dizendo” Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.”

Este mesmo autor no cap. 12:01 diz : “ lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade”  alertando para que o temor a Deus  seja  a base de um planejamento de vida futura , antes que as condições físicas não mais permitam realizar tudo o que gostaria.

Bem aventurado é aquele que conseguiu aposentar-se tendo como prêmio o retorno financeiro que lhe permite ter uma vida com as boas possibilidades que me referi acima, entretanto, é importante não deixar que o prêmio conquistado com anos de trabalho o (a) conduza a afastar-se de Deus, das oportunidades de servi-lo com mais tempo para aplicar-se à leitura bíblica, à oração, à visita aos enfermos, e na dedicação aos ministérios concedidos por Deus.

Enquanto crentes em Cristo, nunca nos aposentamos na missão, como Jesus disse certa vez em João 5:17:  “ Meu pai trabalha até agora e eu trabalho também” . A aposentadoria é uma etapa da vida com boas possibilidades. Parabéns a todos aposentados (as), em especial aos pastores e pastoras aposentados, que o Senhor em sua graça conceda que sejam felizes na família, na sociedade, na igreja e no temor a Deus.

Seu pastor e amigo,

Pr. Luis Carlos Lima Araújo

pastorluiscarlos@terra.com.br

 

 

 
Somos Ceifeiros e Ceifeiras | Imprimir |  E-mail
30 de outubro de 2009

A Boa Semente já foi plantada, quando Jesus foi enviado a este mundo para sofrer em nosso lugar e pagar o preço de nossa dívida. A visão de que trabalhamos na “colheita” nos ajuda a focalizar nossas ações em resultados concretos, ou seja, em “frutos que glorificam a Deus”.

 

Significa ir além do dizer: “Deus te ama”, ou “Jesus morreu na cruz em seu lugar”. Chegar ao ponto de desafiar as pessoas a tomarem uma decisão por Jesus. Porque “hoje é o dia da Salvação”; porque “amanhã pode ser muito tarde”; porque as pessoas estão morrendo e se perdendo; porque Jesus disse: “Erguei os vossos olhos, e vede os campos! Eles estão brancos para a ceifa” (35b).

 

Os discípulos de Jesus podiam contemplar a plantação, quem sabe ainda muito verde. Na percepção deles, ainda faltavam ainda quatro meses até a colheita. Jesus os convida a olhar de forma diferente para o campo - “a multidão que estava aflita e exausta como ovelha que não tem pastor” (MT. 9.36). Nossos cultos e atividades da Igreja têm sido espaços de muitas bênçãos! Além das pessoas que fazem parte de nossa comunidade de fé, também acolhemos muitas outras pessoas que nos visitam e que procuram na Igreja uma experiência maior com Deus. Além disso, temos ido ao encontro de pessoas para anunciar-lhes as Boas Novas da Salvação em Jesus. Quantas vidas poderemos alcançar nesse tempo que o Senhor tem dado? Pelo que temos orado e vigiado diante de nosso Deus? Com que propósito temos ido ao encontro das pessoas, em nome de Jesus?

 

Quando o agricultor que cuida de sua plantação, sabe que os frutos estão maduros, não admite que o tempo seja desperdiçado. Fruto maduro é fruto que corre o risco de ser perdido.

 

No texto bíblico podemos destacar duas atitudes diferentes: a dos discípulos de Jesus, que foram “à cidade comprar comida” (v.8) e chegaram dizendo: “Mestre come alguma coisa” (v.31); e, a atitude da mulher samaritana, que esteve por cerca de 2 horas conversando com Jesus e, depois, foi para a cidade.

 

A questão é: o que os discípulos conseguiram e o que a mulher conseguiu na cidade?

 

Os discípulos, que haviam estado com Jesus, já por cerca de 2 anos, estiveram na cidade de Samaria para comprar comida. Da mesma forma que nós vamos ao mercado, ao shoping, à feira. Voltaram para Jesus, trazendo apenas a comida material.

 

Já, a mulher, depois de estar por cerca de 02 horas com Jesus, foi até a cidade e deu um testemunho tão importante que “muitos homens” da cidade vieram até Jesus para conhecê-lo e ouvirem seus ensinamentos. Nossa condição de Ceifeiros/as implica trazer pessoas a Jesus. Jesus disse ao apóstolo Paulo: “eu o envio... para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus” (Atos 26.16-18).

 

É tempo de reafirmarmos nossa disposição de ir, em nome de Jesus, levando a boa nova da salvação, chamando as pessoas ao arrependimento, a se achegarem aos pés de Jesus. Pr. Jonadab Domingues de Almeida

 
Crises conjugais - Atos 5: 01 – 11 | Imprimir |  E-mail
23 de outubro de 2009
Conta-nos a bíblia no texto em destaque que no período de grande avivamento no inicio da igreja cristã , um casal cujo esposo era Ananias e sua esposa, Safira, decidiram cooperar com a obra vendendo sua propriedade e prometendo que consagrariam todo valor aos pés dos apóstolos.

Entretanto, diz  o texto bíblico,  o casal  mudou de idéia e ao invés de consagrar todo  valor da venda resolveram reter parte do valor , mas disseram aos apostolos, em comum acordo, que o montante ofertado era o valor total da venda, ou seja, mentiram aos apóstolos.

O apostolo Pedro ao saber do ocorrido chamou Ananias e lhe exortou perguntando “ por que deixaste Satanás encher teu coração mentindo ao Espírito Santo” ( vs. 3). Ananias , diz do versículo 5, “ caiu e expirou” . Mais tarde, Safira que ainda não sabia da morte do esposo, ao encontrar-se com Pedro reafirmou diante do apostolo o que tinha combinado com o esposo e , diz o versículo 10 “ no mesmo instante caiu ela aos pés de Pedro e expirou” .

Queridos casais que desejam servir a Jesus com todo seu coração, este episódio é um alerta para nossa vida. As vezes em nome do bem estar, de uma melhor condição financeira, de um lazer , de uma necessidade de mostrar para outras pessoas que somos bem sucedidos , vivemos assim como Ananias e Safira, unidos em acordo um com o outro, mas não cumprindo votos que fizemos ao Senhor,  criando uma comunhão aparente , relacionamentos voltados para si mesmos e mentimos ao Senhor adorando-o com nossos lábios, mas não com ações que  correspondam com as promessas que fizemos a Deus de uma vida de santidade, de comunhão, de serviço ao próximo, de adoração, etc.

A pior crise não é aquela que todos podem ver , aquela  em que com o conhecimento humano e com a experiência de pessoas mais velhas podemos lidar, podemos interferir, podemos suportar ainda que em meio a sofrimentos e lágrimas , como é comum a todas as pessoas; mas a pior crise, penso eu , é aquela  em que aos olhos das pessoas transparecemos ser exemplo,  ser pessoas de caráter, ser pessoas cristãs, ser pessoas bem intencionadas, mas na realidade  vivemos , em comum acordo ,esposo e esposa, deixando o Senhor em segundo plano, achando que uma mentira aqui outra ali não tem nenhuma importância para Deus . Por isso muitos casais estão mortos espiritualmente, como Paulo disse em I Corintios 11:30 “ Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem” .

A pior crise que um casal cristão pode viver é estar morto espiritualmente, vivos para o mundo, mas mortos para Deus. Ore com seu cônjuge, não deixe que o pecado prevaleça a ponto de viverem uma união só de aparência .

Seu pastor e amigo,

Pr.Luis Carlos Lima Araújo
 pastorluiscarlos@terra.com.br
 
O ministério do Ensino e sua relevância para a vida e a missão do Povo de Deus | Imprimir |  E-mail
16 de outubro de 2009

 “... Como poderei entender se alguém não me explicar?” Atos 8:31

 

O ensino sempre esteve presente na vida do ser humano desde a sua criação. Toda a Bíblia afirma sua importância. Ao longo da trajetória do povo de Deus várias lições foram ministradas e por vezes, repetidas para que homens e mulheres pudessem experimentar uma vida melhor. E Deus, para esta importante tarefa, foi separando homens e mulheres aos quais Ele capacitou com o dom do ensino. O próprio apóstolo Paulo, conhecedor desta grande responsabilidade, exortou a comunidade: “Se ministério, dediquemo-nos ao ministério, ou o que ensina esmere-se em fazê-lo”. Rm 12:7.

 

O apóstolo Paulo reforçou a importância da diversidade de dons e o privilégio de quem os recebe, pois poder exercê-los com excelência na obra do Senhor é reconhecê-lo como único merecedor, digno de receber toda glória e toda a honra.

 

O ensino tem tanta importância em nossas vidas que constantemente ouvimos: “Se alguém além dos pais, exerce profunda influência na vida de uma pessoa, esse alguém é o professor (a)”. Nos dias do apóstolo Paulo havia um mestre muito especial chamado Gamaliel, cujo nome significa “Deus é minha recompensa”. Este homem era um fariseu muito respeitado a ponto de sua opinião ser muito considerada (atos 5:34). Tão considerada que Paulo quando apresenta sua defesa em Jerusalém, cita o fato de ter sido instruído “... aos pés de Gamaliel segundo a exatidão da lei” (Atos 22:3). Paulo como mestre baseava seus ensinos a partir do conhecimento da lei e dos profetas para apresentar Jesus como o Messias, o filho de Deus. Com Gamaliel obteve o conhecimento, mas em Cristo o entendimento necessário para capacitá-lo em sua missão.

 

Jesus deixou um importante legado para a educação, dedicou sua vida ao ensino, se tornando um modelo para alunos e mestres. Ele era admirado pelas pessoas, seu ensino era tão impactante que as multidões ficavam maravilhadas (Mt 7:28-29), mas Ele mesmo se designava como aluno: “... O meu ensino não é meu e, sim, Daquele que me enviou” (Jo 7:16). Certamente, ensinar como Cristo é um objetivo a ser conquistado. O texto de Efésios 4:11-12 afirma que o exercício do ministério visa o “... aperfeiçoamento dos Santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.” O que levaria a comunidade a alcançar a unidade da fé, o pleno conhecimento do filho de Deus, à estatura do varão perfeito, porque desta maneira não seriam “... como meninos (as) agitados e levados de um lado para o outro, e levados ao redor por todo o vento de doutrina...” (ensino) Atos 4:14

 

A relevância do ministério do ensino reside na formação de cidadãos responsáveis, famílias estruturadas e felizes e isto é uma tarefa de quem tem aprendido de Deus para este ministério do ensino e esta é uma tarefa de toda igreja e de todos aqueles (as) que tem sido chamado para o magistério de Cristo.

 

A todos os mestres, professores (as), nosso reconhecimento e homenagem pelo dia 15 de outubro, dia do professor.

 

Um abraço fraterno

Pra. Patrícia

 
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